Voltar ao Brasil ou ficar no Japão? A velha dúvida em tempos de coronavírus

Voltar ao Brasil ou ficar no Japão? A velha dúvida em tempos de coronavírus

Com o cenário mundial abalado pelo covid-19, a comunidade brasileira no Japão se volta a questão: volto ao Brasil ou fico?

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Há cerca de um mês, quando ainda estávamos conhecendo melhor o covid-19, o temor de que o vírus pudesse se espalhar pelo mundo não era grande, mas começava a ganhar força em meio às dúvidas e à elaboração de medidas de precaução.

As informações são de que existem mais de 20 vacinas em desenvolvimento em vários países, e muitos tratamentos já estão sendo sendo submetidos a ensaios clínicos. Espera-se que os primeiros resultados saiam em algumas semanas.

Na última quarta-feira, soubemos do primeiro caso de coronavírus no Brasil, confirmando que o patógeno chegou à América Latina. O paciente é um brasileiro de 61 anos que chegou a São Paulo depois de viajar para a Itália. No sábado, um segundo caso foi confirmado em uma pessoa que também chegou recentemente da Itália.

Aliás, a Itália é o país europeu com o maior número de casos – mais de 1000 – e já chegou a 29 mortes registradas. O país é visto como uma espécie de epicentro da propagação do vírus para vários países na Europa, e também no Oriente Médio – Israel e na África – Nigéria. O vírus já foi confirmado na Alemanha, França, Reino Unido, Suíça, Grécia, Áustria, Finlândia , Bélgica, Suécia, Croácia, Noruega, Romênia, Macedônia do Norte, Geórgia, Dinamarca, Estônia, Holanda, Bielorrússia, Lituânia e Mônaco.

Jã são 940 casos de infecção do vírus no Japão, e 11 mortes.

Números da gripe e a definição de “epidemia” no Japão

Segundo o Doutor em Ciências e Diretor do Agora Research Institute, Nobuo Ikeda, existe uma definição padrão de “epidemia” no caso da gripe. Uma epidemia ocorre quando observações de ponto fixo nos cerca de 5.000 hospitais em todo o país relatam, em média, um ou mais novos casos por semana.

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Doutor em Ciências Nobuo Ikeda
Foto: Japan Forward

Neste momento, a gripe comum é 100.000 vezes mais perigosa. Consequentemente, o julgamento do painel de especialistas de que, neste momento, o covid-19 ainda não entrou na fase epidêmica no Japão está inteiramente correto. Não há epidemia global por enquanto, segundo Ikeda.

O doutor destaca que probabilidade de uma pessoa no Japão contrair a gripe nesta temporada é de cerca de 5,0%, enquanto a probabilidade de contrair o coronavírus é de apenas 0,00005%. Além disso, as chances de que a pessoa morra com o coronavírus são praticamente nulas, com a maioria das mortes ocorrendo entre idosos ou indivíduos afetados por uma condição subjacente pré-existente.

A questão da economia no Japão

As políticas monetárias terão que ser consideradas, pois a disseminação do novo coronavírus, covid-19, apresenta “a maior incerteza para a economia do Japão”, disse o governador do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, em entrevista ao The Sankei Shimbun.

Observando que ele está monitorando de perto a situação, o governador do BoJ expressou sua intenção de “implementar medidas adicionais sem hesitação”, caso surjam riscos decorrentes da escalada de preços.

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O governador do Banco do Japão Haruhiko Kuroda Foto: Sankei Shimbun

Os números divulgados no dia 17 de fevereiro mostraram um crescimento negativo do produto interno bruto real (PIB) do Japão para o período de outubro a dezembro de 2019. No entanto, Kuroda afirmou que, embora não tenha antecipado essa grande desaceleração na taxa de crescimento econômico estável dos últimos dois anos, o momento e a extensão da duração do surto de coronavírus serão um fator-chave a partir de agora.

Kuroda enfatizou que não hesitaria em implementar medidas adicionais de flexibilização monetária se os efeitos do vírus sobre a economia parecessem justificá-los. O governador Kuroda também expressou esperança de que houvesse um enfraquecimento precoce da disseminação do novo coronavírus: “A questão é quando vamos superar o problema e voltar ao normal. Demorou cerca de seis meses para que a síndrome respiratória aguda grave (epidemia SARS de 2002-2003) fosse declarada encerrada. ”

O que o governo japonês está fazendo?

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, prometeu na sexta-feira dia 28 de fevereiro tomar medidas políticas, conforme necessário, para evitar que o surto de coronavírus cause um duro golpe na frágil recuperação econômica do país.

Abe disse que o governo ainda tem reservas suficientes para explorar gastos emergenciais relacionados à epidemia de coronavírus, sinalizando que ele não vê necessidade imediata de compilar um novo pacote de gastos.

“Mas tenho consciência de que, se o vírus se espalhar, poderá ter um enorme impacto na economia”, disse Abe ao parlamento. “Estamos, portanto, acompanhando a evolução com cuidado.”

“Se os desenvolvimentos mudarem, garantiremos que tomemos as medidas necessárias para impedir que o vírus se torne um enorme risco negativo para a economia japonesa”, disse ele.

Abe quer as aulas suspensas

O primeiro-ministro disse ainda que deseja fechar todas as escolas para impedir a propagação do coronavírus. Mais de 12 milhões de estudantes podem ser mantidos em casa a partir da próxima semana.

Na manhã de sexta-feira, o ministério da educação do Japão enviou uma solicitação a todas as autoridades locais, pedindo-lhes que fechassem o ensino fundamental, o ensino médio pelo resto do ano letivo, que termina no final de março. Cada município terá que decidir se deve atender à solicitação. A medida pode afetar mais de 12 milhões de estudantes e 36.000 escolas.

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Nobuhiko Okabe, chefe do Instituto de Saúde Pública da cidade de Kawasaki

Para o chefe do Instituto de Saúde Pública da cidade de Kawasaki e membro do painel de especialistas do governo sobre o novo coronavírus Nobuhiko Okabe, disse que a decisão foi política, tomada sem consultar especialistas sobre a probabilidade de ser eficaz. Ele diz que pode funcionar até certo ponto, mas deve ser adaptado a cada região.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio devem ser cancelados?

Na sexta-feira, dia 28, com a esperança de aumentar o moral no Japão, assegurando às pessoas que as Olimpíadas de Tóquio serão realizadas conforme programado, o presidente do COI Thomas Bach, realizou uma teleconferência limitada a três dos principais meios de comunicação do Japão – os jornais Asahi e Yomiuri, e a agência notícias de Kyodo.

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Presidente do Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach
Foto: REUTERS

A declaração de abertura de Bach: “Os preparativos para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 continuam com o objetivo de ter sucesso nos Jogos Olímpicos neste verão em Tóquio e tranquilizar os atletas e incentivá-los a avançar a todo vapor em relação ao treinamento e aos preparativos para o que esperamos ter muito sucesso nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020”.

No dia anterior, dia 27 de fevereiro, uma cena de um icônico filme de animação japonês Akira de 1988, previa que Tóquio ganharia o direito de sediar as Olimpíadas de 2020 e fez o país vibrar a um possível cancelamento dos jogos.

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Cena do Filme Akira 1988

Ambientada no futurístico ano de 2019, a cena mostra uma tabuleta contando os dias até as Olimpíadas. A placa diz “147 dias até os jogos” e incentiva os cidadãos a apoiarem para tornar o evento um sucesso. Abaixo, uma mensagem no grafite diz: “Apenas cancele!”

Com a chegada da data, marcando exatamente 147 dias até a cerimônia de abertura, e conversando sobre a possibilidade de cancelar os jogos pelo aumento do coronavírus, o tópico #Just Cancel it! (em japonês #中止だ中止) agora está no topo do Twitter japonês.

As Olimpíadas começam em 24 de julho, seguidas pelas Paraolimpíadas em 25 de agosto.

A OMS elevou o risco global para o mais alto nível

A Organização Mundial da Saúde elevou na sexta-feira sua avaliação de risco global sobre o novo coronavírus decorrente da China ao nível mais alto, mas parou de declarar uma pandemia, dizendo que ainda há uma chance de conter a doença.

“Agora aumentamos nossa avaliação do risco de propagação e do risco de impacto do covid-19 para um nível muito alto em nível global”, disse o diretor geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa, referindo-se ao nome oficial da pneumonia. como uma doença causada pelo vírus que se espalhou para todos os continentes, exceto a Antártica.

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O diretor geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus e o presidente chinês Xi Jinping
Foto: Kyodo News

A avaliação de risco global está agora a par do nível de risco na China, onde foram relatados um grande número de casos de infecção e mortes e cuja cidade central de Wuhan foi colocada em quarentena. A decisão da OMS ocorreu cerca de um mês depois de declarar o surto de vírus uma emergência global.

“A maioria dos casos ainda pode ser atribuída a contatos conhecidos ou grupos de casos. Ainda não vemos evidências de que o vírus esteja se espalhando livremente nas comunidades”, disse o diretor geral. “Enquanto for esse o caso, ainda temos a chance de conter esse vírus”.

O papel da mídia

Por outro lado, a mídia ao redor do globo tem usado do sensacionalismo para lidar com a situação. Por exemplo, uma diferença entre a gripe e o coronavírus é a maneira como os meios de comunicação têm despertado a ansiedade do público em relação ao covid-19, a doença que o novo coronavírus causa. 

Os danos resultantes de rumores e reportagens infundadas sob a forma de cancelamentos de reuniões e viagens foram consideráveis. Para combater essa situação, o governo deve evitar reações exageradas, como cancelamentos de eventos e a recusa de permitir que pessoas entrem no Japão, disse o doutor Nobuo Ikeda.

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Fotos da China são constantemente associadas ao Japão pela mídia internacional
Foto: Governo China/Fotos Publicas

Já o turismo no Japão sofreu um duro golpe, pois foram impostas restrições à livre circulação de pessoas potencialmente expostas ao vírus. Da mesma forma, atrasos nas atividades de produção na China causaram confusão nas cadeias de suprimentos corporativas. Se a crise for prolongada, a economia global poderá sofrer um grande golpe, conforme disse Kuroda em sua entrevista.

As fake news do coronavírus

Desde que os primeiros casos do coronavírus foram noticiados, uma série de teorias e suposições individuais tomam corpo na internet e na sociedade, caminhando para o que se chama comumente de “histeria coletiva”. Mas o que tudo isso revela sobre nós mesmos?

Logo que os casos foram noticiados visualizamos diversos vídeos na internet, passando pela sopa de morcego vendida em um mercado de iguarias exóticas na China, até as gravações de pessoas caindo de forma generalizada nas ruas e metrôs das cidades chinesas.

Apesar das “fake news” sendo produzidas a toque de caixa várias críticas também foram divulgadas sobre nosso preconceito e desinformação sobre a China: enquanto nosso imaginário mostra um país predominantemente rural com hábitos estranhos e pouco higiênicos, a realidade do país se revela como altamente desenvolvido, industrializado e extremamente capaz de realizar intervenções em saúde (como exemplo temos o hospital construído em menos de duas semanas).

Apesar de se divulgar que o coronavírus, um vírus com formato de coroa, ser da mesma classificação que o vírus da gripe, e que a taxa de mortalidade desse novo vírus cada vez mais se assemelha com a mortalidade que a gripe causa, não deixamos de entrar em pânico.

O medo provocado pelas “novas epidemias” cada vez mais é alimentado pelas “fake news” em uma relação dinâmica em que não se sabe o que veio primeiro “o ovo ou a galinha”.

O último vídeo que tive notícia foi produzido por um “químico autodidata” que supostamente já trabalhou em várias indústrias e foi dono de várias indústrias. Ele, na melhor entoada de teoria da conspiração, “revelaria” a composição do álcool 70% como ineficaz para combater o coronavírus.

Sabendo que o vídeo já foi desmentido por diversos estudiosos da química e da infectologia, inclusive duramente criticado pelos conselhos de classe da área química, temos que nos perguntar por que esses vídeos tornaram-se críveis na atualidade, fazendo com que sejam compartilhados incessantemente.

Para a psicanálise desenvolvida por Jacques Lacan as formas como interagimos socialmente nos revelam onde se encontra o sujeito, ele se aprofundou nessas relações que chamou de “discursos do laço social” mostrando a relação estabelecida entre o que chamamos, de forma mais genérica, de social e sujeito.

Contemporaneamente temos algumas característica importantes, uma sociedade dominada pela forma como consumimos, além da recusa à reflexão. Relacionando essas duas últimas ideias aos acontecimentos tangentes do coronavírus temos: a disseminação em massa de “fake news” e o consumo.

 Para cada vídeo divulgado nas redes sociais, milhões de compartilhamentos sem qualquer tipo de questionamento ou reflexão, mesmo diante de afirmações absurdas (como no caso do químico autodidata que mostra sua credibilidade através das supostas inúmeras indústrias que já teve – mas sem qualquer especificação).

Diante da informação não reagimos com reflexão (mas como assim químico autodidata? Que indústrias ele teve? Como trabalhou como químico se não é formado? Exercício ilegal da profissão? As informações que ele divulga são comprovadas de alguma forma? Etc), mas reagimos com o medo: Se o álcool 70% não previne o corona vírus, nada nos salvará.

No Japão, de um dia para o outro, alguns produtos estão em falta nos supermercados, isto porque uma “fake news” divulgou que a mesma matéria prima utilizada para confeccionar as tão procuradas máscaras, também é utilizada no papel higiênico. Resultado: mesmo com avisos da própria indústria de papel higiênico de que não é necessário estocá-lo em casa e que a notícia não era verdadeira, este produto acabou rapidamente nos pontos de venda.

Quando o medo se instala nossa forma contemporânea de lidar com ele é através do consumo. Para cada “nova epidemia” um novo produto nos acalmará. Foi assim no Brasil quando os primeiros casos de H1N1 foram notificados e em seguida divulgou-se resultados positivos com o uso do Tamiflu (uma medicação antiviral), muitas pessoas correram a farmácia para comprar o seu, mesmo sendo um medicamento com fortes efeitos colaterais, com indicação restrita e na época, ainda com algumas ressalvas sobre os efeitos sobre a gripe suína.

Na época, algumas pessoas usaram a medicação de forma preventiva, embora isso não fosse recomendável e nem efetivo. Diante da novidade do coronavírus, ainda não apareceu a droga “salvadora”, enquanto isso, tentamos nos acalmar estocando papel higiênico, arroz e água na eminência de um mundo distópico típico das ficções.

Nesse ínterim, ignoramos as verdadeiras epidemias como a dengue, a sífilis e o HIV no Brasil, que mês após mês apresentam índices maiores divulgados por instituições respeitadas em epidemiologia. Mas essas doenças não estão atreladas ao nosso imaginário de um mundo zumbi.

A visão da comunidade brasileira no Japão

Segundo a especialista em Psicopedagogia Akemy Santos, que atua com crianças especiais na instituição Kodomo Support Kirari da cidade de Isesaki, na província de Gunma “a comunidade brasileira está em pânico devido a muitas notícias fake que circulam nas redes sociais”.

“A gente há de convir que as redes sociais aqui para os brasileiros no Japão, para a comunidade brasileira são praticamente a única fonte de informação, a única não, mas uma fonte muito relevante então as pessoas não tem muitas informações oficiais e acabam entrando em pânico, induzidas por causa das notícias fakes“.

“Se buscarmos fontes de confiança a gente vai perceber que, embora o coronavírus seja perigoso e até letal, ao mesmo tempo ele é menos perigoso que algumas das doenças virais, igual a gripe. Já passamos pela Sars em 2002 e depois em 2012 pelo Mers, e o pânico só vai piorar a situação”, relata a especialista.

E o que o Brasil está fazendo

Apesar de informações não verificadas correrem pelas redes sociais e grupos de Whatsapp, aumentando a sensação de incerteza e medo, é seguro dizer que não há surto de coronavírus, no Brasil.

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falando sobre o primeiro caso no Brasil
Foto: Jose Cruz Agencia Brasil/Fotos Publicas

A desinformação e histeria, contudo, teve forte impacto econômico. Depois da confirmação do primeiro caso confirmado, a Bolsa de São Paulo caiu 7%, o dólar que já vinha em alta teve a maior cotação desde o início do Plano Real, e as agências públicas e investidores assumiram uma projeção menos otimista para o Produto Interno Bruto brasileiro neste ano.

Mas, talvez, o que mais nos preocupe de imediato seja o que o Brasil tem feito e pode fazer para lidar com a ameaça. O governo brasileiro tem seguido protocolos nacional e internacionalmente formulados para lidar com situações desta natureza, além de protocolos específicos para o novo coronavírus (que são atualizados conforme novas informações são conhecidas).

Segundo o Professor Eliseu Waldman, da Faculdade de Saúde Pública da USP, em São Paulo já tem se providenciado leitos, condições de isolamento e orientações para gestores e profissionais de saúde lidarem de forma segura com cada caso.

Em princípio, os estados de mais risco são Rio de Janeiro e São Paulo, por onde chegam ao país o maior número de voos internacionais da Europa e Asia. Enquanto em São Paulo parece haver ainda uma rede pública e privada capaz de lidar com novos casos suspeitos e confirmados de infecção, há anos o Sistema Único de Saúde (SUS) vem sendo desmontado de forma ostensiva no Rio de Janeiro e este é, de fato, o maior risco para a população.

Isto não apenas porque a maior parte dos brasileiros depende dos SUS, mas porque os serviços particulares de saúde não trabalham com vigilância epidemiológica, e planos de saúde costumam se recusar a cobrir despesas necessárias ao cuidado de novas doenças e com esta complexidade.

Mas seja como for, segundo o Professor Waldman, será imprescindível maior investimento na hipótese de novos casos se confirmarem e (diferente do já confirmado) apresentarem quadros de maior gravidade, que exigiriam mais leitos, medicamentos, kits de diagnóstico, material de proteção para as equipes de saúde e assim por diante.

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Brasileiros que estavam na China e retornaram ao Brasil
Foto: Keven Cobalchini/Fotos Publicas

Especificamente, no caso de brasileiros que residiam em áreas afetadas, o governo brasileiro adotou quarentenas de 14 a 18 dias. No caso dos brasileiros que voltaram de Wuhan, na China, o isolamento ocorreu na Base Aérea de Anápolis (Goiânia), e após vários exames todas as 58 pessoas foram liberadas sem apresentar sintomas de infecção.

Quanto ao empresário que contraiu o vírus na Itália, ele se encontra em isolamento respiratório domiciliar, porque não apresentou um quadro de maior gravidade, as pessoas que tiveram contato com ele estão sob observação e não apresentaram sintomas.

E a dúvida permanece

Infelizmente o cenário atual mostrou que a dúvida ainda permanecerá. Todos os governos e agências saúde estão fazendo todo o possível para evitar que o cenário atual deteriore. E você? Proteja-se não só do coronavírus, mas também das Fake News.