Cientista japonês mostra como desacelerar o envelhecimento

E se envelhecer não fosse apenas consequência do tempo… mas de algo que pode ser controlado?

O professor Toru Minamino, da Universidade Juntendo, uma das principais instituições médicas de Tóquio, explica que o envelhecimento está ligado ao acúmulo das chamadas células senescentes.

Essas células deixam de funcionar, mas continuam no corpo — liberando substâncias inflamatórias que aceleram o desgaste e favorecem doenças.

Na prática, elas não apenas envelhecem, elas fazem o corpo inteiro envelhecer mais rápido.

A diferença é que a ciência já começou a agir sobre isso.

Pesquisadores estudam substâncias chamadas senolíticos — medicamentos em desenvolvimento que têm como objetivo identificar e eliminar essas células envelhecidas, preservando as células saudáveis.

Outra linha de pesquisa busca reduzir a inflamação causada por essas células, diminuindo os danos ao organismo mesmo sem removê-las totalmente.

E parte disso já pode ser influenciada no dia a dia.

Estudos indicam que exercício, alimentação equilibrada e sono adequado ajudam a reduzir o acúmulo dessas células e retardar seus efeitos.

No Japão, onde a população envelhece rapidamente, essas pesquisas podem mudar a forma como lidamos com a idade.

A questão agora não é apenas viver mais, mas até onde será possível controlar o próprio envelhecimento.

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