Japão concederá reentrada para os residentes estrangeiros que estão no exterior

O Japão começará a conceder a reentrada a residentes estrangeiros que ficaram fora do país há meses, devido a uma proibição de viagem que visa a limitar a propagação do novo coronavírus

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Desbravando o Japão

Parte da série Coronavírus, em 356 posts

Em uma reunião da força-tarefa do governo sobre a resposta ao coronavírus, o primeiro-ministro Shinzo Abe disse que o Japão entrará em discussões com 12 economias asiáticas, incluindo China, Coréia do Sul e Taiwan, sobre maneiras de retomar as viagens com segurança. A reentrada de residentes estrangeiros, independentemente de seu status específico de visto, ocorrerá “gradualmente”, disse Abe. Dos 208 mil que atualmente estão no exterior, cerca de 88 mil pessoas, incluindo estudantes e trabalhadores qualificados que deixaram o país antes da proibição de viagens entrar em vigor, terão prioridade.

A proibição, no entanto, não foi totalmente revogada. Aqueles que partiram mais tarde ou obtiveram recentemente um visto com planos de mudança para cá, serão autorizados a entrar mais tarde, disse uma autoridade do governo. A comunidade de expatriados do Japão ficou indignada com a recusa prévia do governo em permitir a entrada de residentes estrangeiros, exceto em “circunstâncias especiais excepcionais”, um conjunto nebuloso de critérios, que inclui a morte de um membro da família.

Muitos outros países que impuseram proibições de viagens, como Alemanha e França, não discriminam cidadãos e residentes estrangeiros na concessão de reentrada. A retomada das viagens, tanto de saída quanto de entrada das 12 economias asiáticas incluem Brunei, Camboja, Hong Kong, Laos, Macau, Malásia, Mongólia, Mianmar e Cingapura, depende de discussões para medidas extras de prevenção do coronavírus, incluindo testes obrigatórios, disse um funcionário do governo.

O Japão também considerará permitir um pequeno número de empresários de outros países, como os Estados Unidos e partes da Europa, se eles seguirem certas regras, como viajar apenas em jato particular e limitar sua permanência à 72 horas. Abe também indicou que o governo começará a considerar as condições de entrada para atletas e outras pessoas envolvidas nas Olimpíadas de Tóquio e Paraolimpíadas, que devem começar daqui a um ano.

Leia em Kyodo News (Inglês)

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