A revisão da lei de cuidados infantis torna mais fácil para os pais tirar quatro semanas de licença-paternidade no Japão

Facilitar a licença-paternidade é mais um pequeno passo em direção a auxiliar os japoneses repensar sobre novas famílias

A revisão da lei de cuidados infantis torna mais fácil para os pais tirar quatro semanas de licença-paternidade no Japão

A já declinante taxa de natalidade do Japão sofreu um golpe ainda mais forte em 2020. Um obstáculo adicional para os novos pais é que, apesar de estarem disponíveis, é extremamente incomum para os homens no Japão tirarem licença-paternidade. 

É um país caro para criar um filho e, com as complicações financeiras adicionais causadas pelo coronavírus, cada vez mais casais estão optando por não ter filhos.

Os dados mostraram que apenas uma pequena porcentagem deles o faz, e vários japoneses ainda acreditam que tirar licença paternidade ainda não é socialmente aceitável. 

A revisão vai facilitar a licença-paternidade

Para tornar mais fácil para os pais exercerem suas licenças, no dia 3 de junho a Câmara dos Representantes aprovou, por maioria de votos, revisões especiais da Lei de Licença para Cuidado Infantil e Família

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Com este novo sistema, os pais poderão tirar quatro semanas (no máximo) de licença-paternidade dentro das primeiras oito semanas após o nascimento de seu filho, oferecendo assim mais flexibilidade para as famílias que enfrentam os desafios de adicionar um novo membro ao lar.

Além disso, a lei revisada também visa reduzir as barreiras para o pedido de licença parental no local de trabalho. Os empregadores serão obrigados a perguntar aos pais, tanto homens quanto mulheres, se pretendem tirar uma folga, tornando as políticas de licença mais transparentes e mais fáceis de abordar o assunto.

As disposições revisadas da lei devem ser promulgadas no outono de 2022. Os proponentes esperam que essas mudanças sejam o próximo pequeno passo para diminuir a lacuna de gênero no Japão, fazendo com que os pais se envolvam mais na criação dos filhos e nas tarefas domésticas, aliviando assim a carga sobre as mães e permitindo que continuem trabalhando também.

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