A fraude no serviço de moeda eletrônica do Japão aumenta, 5 outras operadoras envolvidas

O Japan Post Bank suspendeu o vinculo com vários aplicativos de moeda eletrônica e pede que operações suspeitas sejam denunciados

A fraude no serviço de moeda eletrônica do Japão aumenta, 5 outras operadoras envolvidas

Os saques fraudulentos de moeda eletrônica no Japão se expandiram para cinco outras operadoras de serviço, além da NTT Docomo Inc., disse o ministro de assuntos internos Sanae Takaichi. Todas as empresas encontraram saques indevidos de contas no Japan Post Bank Co., Z Holdings Corp., uma subsidiária da operadora de telefonia móvel SoftBank Corp., disse ter encontrado 17 casos de saques fraudulentos, totalizando 1,41 milhão de ienes (cerca de 13 mil dólares).

A startup Kyash Inc., com sede em Tóquio, foi outra empresa atingida por saques fraudulentos, de acordo com o banco. Ela se recusou a divulgar os nomes das três empresas de serviço restantes por “razões de segurança”. Semelhante ao recente golpe envolvendo a NTT Docomo, em que 26,76 milhões de ienes foram confirmados como roubados de mais de 10 bancos parceiros, incluindo o Japan Post Bank, acredita-se que terceiros tenham criado contas não autorizadas no serviço antes de vinculá-las a contas do Japan Post Bank para transferência de fundos.

O Japan Post Bank disse que suspenderia novos registros e transferências de fundos em oito serviços de moeda eletrônico que não implementaram verificações de identificação múltiplas, como uma senha única, para evitar falsificação. Além do PayPay, os serviços são Line Pay, Paypal, Wellnet, Rakuten Edy, Billing System, Merpay e You-Me Card. Em uma entrevista coletiva, Takaichi também pediu aos usuários do Japan Post Bank que verificassem suas contas em busca de saques desconhecidos.

A NTT Docomo e as cinco empresas usaram o que é conhecido como “serviço de transferência instantânea” para vincular seus aplicativos de pagamento a contas de poupança mantidas no banco.A Agência de Serviços Financeiros disse que começou a questionar todas as 77 operadoras de serviços de transferência de fundos online registradas no final de agosto para confirmar ocorrências de qualquer atividade suspeita ou saques fraudulentos.