O número de mortes causadas pelo novo coronavírus no Japão chegou a 10 mil na segunda-feira, dobrando em cerca de três meses, enquanto o país luta contra uma quarta onda de infecções causadas por variantes mais contagiosas, mostrou uma contagem da Kyodo News. A implementação da vacinação no país, que tem sido criticada como lenta, só começou para aqueles com 65 anos ou mais no início deste mês e, portanto, é improvável que leve a uma melhora imediata nas mortes.
Mas o governo decidiu abrir no final de maio um centro de vacinação COVID-19 em grande escala no distrito comercial de Otemachi, em Tóquio, capaz de administrar vacinas a 10 mil pessoas por dia, disseram fontes próximas ao assunto. As mortes atribuídas ao COVID-19 ultrapassaram 3,1 milhões em todo o mundo, com o Japão classificado em 42º no ranking dos países, de acordo com uma contagem da Universidade Johns Hopkins. Os Estados Unidos são a nação mais atingida no mundo com 570 mil mortes, seguidos pelo Brasil e México com 390 mil e 210 mil mortes, respectivamente.
O número de mortes por dia, que vinha diminuindo de fevereiro a março, começou a se reverter em abril após a suspensão do segundo Estado de Emergência, chegando a 50 mortes diárias. O ressurgimento forçou o primeiro-ministro Yoshihide Suga a declarar o terceiro Estado de Emergência, que se estenderá até o dia 11 de maio em Tóquio e nas províncias de Osaka, Quioto e Hyogo, no oeste do Japão.
O número acumulado de mortes no Japão totalizou 10.025 na segunda-feira. Dados do Ministério da Saúde na semana passada mostraram que a taxa de mortalidade para COVID-19 aumenta com a idade, com 13,9% das pessoas na casa dos 80 anos ou mais morrendo, seguidas por 5,2 % das pessoas na casa dos 70 e 1,5% das pessoas na casa dos 60. As taxas de mortalidade também tendem a ser mais altas para os homens, 19% para aqueles com 80 anos ou mais, em comparação com 10,9% para as mulheres na mesma faixa etária.













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