Ativistas se opõem à revisão da lei de imigração do Japão

Os ativistas se opõem fortemente à mudança legal, apontando que a taxa de aceitação de refugiados do Japão é baixa em comparação com os Estados Unidos e países europeus, de apenas 0,4%

Ativistas se opõem à revisão da lei de imigração do Japão

Ativistas que apoiam aqueles que buscam refúgio no Japão dizem que um plano do governo para revisar a lei de imigração do país constituiria uma violação dos direitos humanos, pois permitiria a repatriação forçada. Os ativistas e advogados levantaram preocupações sobre a revisão planejada em uma entrevista coletiva.

O plano é uma resposta a um aumento no número de estrangeiros que são detidos em instalações de imigração por excesso de permanência e outros motivos e por se recusarem a ser mandados para casa, resultando em sua permanência prolongada lá. A revisão permitiria que os detidos permanecessem com parentes ou simpatizantes, caso seja improvável que escapem ou atendam a certas outras condições.

A revisão também permitiria às autoridades japonesas repatriar à força aqueles que solicitaram o status de refugiado três vezes (e tiverem três negativas). Eles ainda disseram que as pessoas que vieram ao Japão fugindo da guerra civil ou da perseguição em seus países de origem correm o risco de serem mortas se enviadas para casa, e que isso é uma grave violação dos direitos humanos.

Uma mulher da minoria étnica Kachin de Mianmar está esperando uma resposta das autoridades sobre o destino de seu terceiro pedido de refúgio. Ela disse que veio para o Japão porque sua vida estava realmente em perigo em seu país e que voltar para casa significaria sua morte.