273 professores foram punidos em 2019 por má conduta sexual no Japão

Em 97,4% dos casos de conduta inadequada foram cometidos por homens, com a distribuição entre os grupos de idade relativamente uniforme

273 professores foram punidos em 2019 por má conduta sexual no Japão

O número de professores de escolas públicas no Japão que receberam ação disciplinar ou repreensão por má conduta sexual no ano fiscal de 2019 ficou em 273, o segundo maior número já registrado, segundo dados divulgados do Ministério da Educação. O número, apenas nove a menos do que o recorde estabelecido no estudo do ministério para o ano fiscal de 2018, inclui 126 casos envolvendo seus alunos ou ex-alunos que ainda eram menores de 18 anos.

“É extremamente grave que nossas medidas não tenham melhorado a situação”, disse um funcionário do ministério, acrescentando que vai pedir aos conselhos de educação de todo o país que apliquem estritamente medidas preventivas, como proibir interações privadas entre professores e seus alunos nas redes sociais.

O ministério, que exortou os conselhos de educação a demitir todos os professores que tenham se envolvido em má conduta sexual, também está considerando aumentar o período de blecaute de três para cinco anos para aqueles que perderam a licença de ensino devido a ação disciplinar. Também decidiu estender o histórico visível dos registros de ação disciplinar de um professor para 40 anos.

De acordo com o estudo fiscal de 2019, 153 professores foram demitidos por má conduta sexual no ano até março passado, enquanto 50 foram suspensos do trabalho, 16 tiveram cortes de salários e nove receberam advertências. Outros 45 foram repreendidos ou receberam penalidades mais leves. O abuso sexual foi responsável pela maioria dos casos de má conduta sexual aos 84, seguido por relações sexuais aos 49 e fotografia não consensual e voyeurismo aos 33. A maioria dos 186 casos ocorreu fora do horário de trabalho, sendo 20 durante as aulas e 16 nos intervalos.

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