Novo tratamento corrige rupturas no tímpano com medicamento para crescimento celular

Novo tratamento corrige rupturas no tímpano com medicamento para crescimento celular

Além apresentar melhores resultados na recuperação da audição em relação aos métodos convencionais, este tratamento ainda exige menos dos pacientes, pois não requer hospitalização.

A dor de um tímpano rompido pode ser insuportável, mas pesquisadores de um hospital de Osaka desenvolveram um método relativamente rápido que pode se tornar música para os ouvidos.

A equipe do Hospital Kitano afirmou, em 12 de dezembro, que o método utiliza um medicamento que promove a regeneração celular e, por isso, acaba sendo menos invasivo.

O tratamento vem sendo coberto pelo sistema nacional de seguro de saúde desde o mês passado.

Os membros da equipe afirmaram que, além de exigir menos dos pacientes do que os métodos convencionais, os quais requerem hospitalização, este método resulta em uma audição ainda melhor.

Estima-se que 1 milhão de pessoas no Japão sofram de tímpanos rompidos devido a infecção crônica do ouvido médio e outros fatores.

Nos métodos convencionais, os médicos removem o tecido por trás da orelha e o implantam no tímpano rasgado. No entanto, muitos pacientes recusam a cirurgia, pois ela requer hospitalização. Além disso, como o tímpano implantado tende a ficar mais espesso, a audição nem sempre volta a ser o que era.

No novo método, o médico realiza pequenas incisões ao redor do rompimento e cobre-o com esponja de gelatina contendo o medicamento que promove o crescimento celular.

As incisões ativam as células que reformam o tímpano, eventualmente preenchendo a parte rompida.

O tratamento leva cerca de 20 minutos e o processo de cicatrização requer cerca de três semanas. O material esponjoso se degrada naturalmente.

Em mais de 400 tratamentos, incluindo ensaios clínicos, cerca de 85% dos rompimentos foram completamente corrigidos. Muitos pacientes disseram que podiam ouvir muito mais claramente em suas conversas diárias. Resultados positivos também foram observados entre pessoas com 90 anos ou mais.

Se não houver anormalidades dentro do tímpano, mais de 90% das cirurgias convencionais podem ser substituídas pelo novo método.

“Planejamos realizar sessões de treinamento, para que esse tratamento se torne mais difundido entre os médicos”, disse Shinichi Kanemaru, diretor-chefe dos departamentos de Otorrinolaringologia e Cabeça e Pescoço do Hospital Kitano, e um dos pesquisadores que desenvolveram o método.