Governo japonês analisa possibilidade de implementar folga semanal de 3 dias

O Partido Liberal Democrata já começou as discussões sobre a ideia do final de semana de 3 dias no departamento “Promovendo o Engajamento Dinâmico de Todos os Cidadãos” e deve apresentar propostas após consulta com especialistas

Governo japonês analisa possibilidade de implementar folga semanal de 3 dias

Em 2019, um experimento de fim de semana de três dias da Microsoft Japan mostrou grandes melhorias na produtividade dos trabalhadores, com relatórios afirmando aumento de 40% na produtividade. De lá para cá, não mudou muito, como mostrado por um escritório do governo que recentemente virou notícia quando puniu trabalhadores por irem para casa alguns minutos mais cedo.

Em entrevista coletiva, o político do Partido Liberal Democrata e secretário-chefe do Gabinete, Katsunobu Kato, disse que gostaria de “examinar o que o governo pode fazer” sobre a implementação de uma potencial “folga de três dias”, em que funcionários permanentes em tempo integral possam escolher um horário em que tenham três dias de folga por semana em vez de dois.

Na coletiva de imprensa, Kato falou sobre a necessidade crescente de um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional. Ao implementar finais de semana de três dias, os trabalhadores teriam menos dificuldades devido a questões como a falta de creches adequadas para seus filhos, cuidar de parentes idosos ou lutar contra doenças. Como resultado, as pessoas teriam maior probabilidade de permanecer em seus empregos por mais tempo. Permitiria que as pessoas viajassem mais, ajudando a impulsionar a indústria do turismo no Japão, que foi duramente atingida pelo coronavírus.

Por outro lado, alguns expressaram preocupação com a potencial redução salarial. Da mesma forma, algumas empresas podem decidir aumentar as horas de trabalho em dias normais para compensar as horas de trabalho perdidas durante o dia extra de folga. Caso o sistema seja implementado em todo o país, pode ser necessário criar novas leis trabalhistas.